Rodrigo Cisman - Redator PublicitárioRodrigo Cisman - Redator PublicitárioRodrigo Cisman - Redator PublicitárioRodrigo Cisman - Redator Publicitário
Muitas gerações depois...
Taí o novo messias. E eu achava que era lenda!


Erro faz vinho sair pelas torneiras em cidade italiana


Pra alguns é um erro. Pra outros, um milagre! Pra mim, tanto faz. Só me passem o telefone do encanador, sim?!

Enviada por R.Cisman em 2008-10-09   Comentários (91)



Cidade Limpa, políticos sujos
Sei que a discussão sobre a polêmica lei criada pelo digníssimo prefeito Kassab já cansou. Sobram argumentos de especialistas, vítimas, população em geral, aliados partidários e oposição sobre os benefícios ou malefícios da Cidade Limpa.


Pra não cair na mesmice e nem me prolongar muito sobre o assunto, só quero questionar alguns pontos, e criticar outros, claro.


A intenção do projeto é deixar a cidade mais bonita e vistosa, excluindo todo tipo de publicidade externa (outdoors, painéis em fachadas de prédios, backlights e frontlights), além de restringir também as fachadas e vitrines de estabelecimentos comerciais.


Com vocês, trechos de um discurso do prefeito que, lembrando, não foi escolhido pelos eleitores de São Paulo (tomou posse após renúncia do Serra):


“Pratiquei, na implantação da Lei Cidade Limpa, o que aprendi com engenheiros e com homens públicos. A lição, aqui, é a de que as ações devem ter um motivo claro, um planejamento criterioso, um apoio decidido das entidades envolvidas e beneficiadas.”


“A partir de indicações, de constatações muito bem fundamentadas do nosso querido prefeito José Serra [...], a partir das primeiras ações contra a poluição visual tomadas por ele, constatei que estava ao meu alcance desencadear um ataque frontal à poluição visual.”


E isso pode, Kassab?




Pausa para comentário tendencioso


Tudo isso na cidade com a principal economia da América Latina, uma dos maiores símbolos de capitalismo e modernidade do terceiro mundo. Só pra lembrar, publicidade gera capital, como gostam de dizer marketeiros e empresários, “faz girar a roda da economia”. E o que as mídias externas escodem? A poluição do Rio Pinheiros, as pichações nos prédios antigos do centro, as centenas de favelas, a poluição do ar, aquela camada cinza que cobre toda a cidade, que além de muito visual, é prejudicial à saúde.


Sou a favor do controle da publicidade externa sim, mas feita com o mínimo de consciência e um pingo de decência. Se a fiscalização e punição de placas irregulares fossem realizadas com profissionalismo e seriedade, esta decisão extrema e ignorante não precisaria ser tomada.


continuando...


Bom, vamos logo ao que interessa. O ponto onde quero chegar é: por que a campanha política é exceção? Em que os políticos são melhores que as empresas que anunciam e vendem produtos? O que tem de pior é fácil: o mal gosto dos anúncios.


Tudo isso serve para confirmar o que todo mundo já sabe. As leis no brasil (assim mesmo, em minúsculo) valem para todos, menos para os “representantes do povo”. Quem trabalha, paga impostos absurdos e segue a lei tem que engolir os projetos e as decisões de um bando de vermes.


E então, seu Kassab? De que adianta criar o projeto cidade limpa, se na campanha eleitoral somos obrigados a ver a sua cara de bosta em panfletos e adesivos por toda a cidade?

Enviada por R.Cisman em 2008-10-03   Comentários (3651)



Filme Em Cena - 1
Across The Universe



Elogiar um filme que se passa na década de 60, com fatos marcantes como a Guerra do Vietnã e o assassinato de Martin Luther King, que faz claras referências a Janis Joplin e Jimi Hendrix e tem trilha sonora exclusiva dos Beatles, é chover no molhado.

A história tem como ponto de partida a viagem de um jovem inglês (Jude) aos EUA para procurar seu pai, que largou a mãe ainda grávida na 2ª Grande Guerra e trabalha na Universidade de Princeton. Lá conhece um universitário (Max) e sua irmã (Lucy), por quem se apaixona.
Eles resolvem se mudar pra Nova York, onde moram com uma cantora até então amadora e vivem de festas e shows. Porém, essa atmosfera começa a mudar devido a acontecimentos políticos e culturais. Max é chamado para servir o exército e Lucy se afilia a um movimento até então pacifista, destruindo o relacionamento com Jude.

Através destes personagens principais e alguns outros secundários, o filme mostra os diversos pensamentos, preocupações e desejos existentes em uma época marcada pela mistura de dois sentimentos contraditórios, mas inerentes uns aos outros: insegurança e sonhos de tempos melhores.

Um aviso importante: o filme é um musical, mas como as músicas são dos Beatles e se encaixam perfeitamente nas cenas, isso é mais uma qualidade. Destaque para as cenas da água e a psicodélica, que não poderia faltar em um filme sobre os anos 60.

Os dois únicos pontos fracos são a cena do boliche e a do circo, que poderiam ter sido substituídas pela cena cortada, onde um dos personagens tocava a música “And I Love Her” no piano.


Trailer


Enviada por R.Cisman em 2008-10-01   Comentários (2568)



I don't...
Eu ia falar sobre outra banda aqui, na falta de um texto. Mas acabei resolvendo deixar pra depois, porque tem outras que quero postar antes. Então, pra não passar em branco, vou deixar só um link de uma música aqui, pra começar bem a semana. Oh, baby!


Enviada por R.Cisman em 2008-09-28   Comentários (2827)



Carro Fantasma
Hoje é dia de pagar uma multa de excesso de velocidade, tomada na Imigrantes, próximo à Cubatão. O único problema é que eu não tomei essa multa. Não que eu tenha respeitado o limite de velocidade. Simplesmente por fazer muito tempo que não desço a Imigrantes. E nunca fui com o meu carro pra lá!

Pra ajudar, perdi o prazo pra recorrer da multa. Achei que fosse até dia 19, mas descobri que é só até hoje. O que mais me revolta é que só pode recorrer na multa na cidade onde tomou. Ou seja, se você for viajar e tomar uma multa em uma cidade longe, tá ferrado. Vai ter que pagar de qualquer jeito. A não ser que encare outra viagem só pra recorrer. O problema é que vai acabar gastando mais que se simplesmente pagar a multa.

Acho válido lutar pelos direitos, ainda mais nesse caso, que é um roubo. Mas o governo deveria dar condições reais para podermos ir atrás do que é nosso. O grande lance, porém, é que essa é mais uma das formas “legais” que os “representantes do povo” encontraram em pegar mais uma graninha fácil do bolso da população. Sejam eles do PT, PSDB, PFL ou qualquer outra merda de sigla.

Já que não tem outro jeito e antes que seja tarde demais e não aproveite o desconto, vou correr pagar. E torcer pra não tomar uma multa por acessar o internet banking muito rápido!

Enviada por R.Cisman em 2008-09-15   Comentários (8831)



Música Viva - parte 2
”I will be your ambulance, if you will be my accident.”

Ambulance – Tv On The Radio



De tempos em tempos, uma banda nova (ou velha, mas nova pra mim) tem o poder de fazer todas as outras parecerem normais, algumas até medíocres.

Não é lá muito fácil isso acontecer. Mas quando acontece, a alegria é muita. E o número de vezes que ouço também. Chego a pensar em como consegui passar tanto tempo sem conhecer algumas músicas.

Uma dessas bandas é o Tv On The Radio. Formada há alguns anos nos EUA, escutei a primeira vez no começo de 2007. De lá pra cá, dificilmente passei mais de 2 dias sem ouvir.

Não vou entrar no mérito de falar sobre a sonoridade, as diversas influências nem tentativas de definir o estilo do TVOTR. É muito mais válido ouvir e tirar suas próprias conclusões, sem rotular nem explicar o som dos caras. Mas uma coisa é certa: fazia tempo que não ouvia algo tão marcante e diferente.

Por enquanto, o TVOTR lançou apenas dois álbuns. Número suficiente pela ótima qualidade e intensidade das músicas.

Os gênios por trás da banda são Tande Adebimpe, vocalista negro com uma voz de arrepiar, e David Sytek, um black power barbudo e de óculos que, além de tocar guitarra e cuidar da sonoridade das músicas, faz um backing vocal delirante.

Depois dessa pequena introdução, vamos ao que interessa. Foi difícil, mas escolhi apenas 5 músicas pra postar aqui. Se gostar, ouça o EP (Young Liars), os dois álbuns (Desperate Youth, Blood Thirsty Babes) e (Return To Cookie Mountain) e aguarde ansiosamente o lançamento do próximo, que sai mês que vem.


Respire fundo, aumente o volume e manda ver.

Province


ps: o clip oficial é muito melhor que esse, mas o “embed” está indisponível. Veja o vídeo fodástico aqui.




Wolf Like Me






Dreams






Staring At The Sun






Ambulance



ps: como a música não tem clip e os vídeos da banda tocando ao vivo não são muito bons, vai esse slide show que alguém montou. O importante é ouvir a música.

Enviada por R.Cisman em 2008-08-28   Comentários (7780)



Exercício Cena 1
Texto criado para um exercício do curso de redação literária. A proposta era só narrar uma cena em poucos parágrafos. Saiu isso aqui:


TORRADO E MOÍDO

Já passava das 5 da tarde. O sol, próximo do horizonte, nadava em uma lagoa límpida e sem ondas, e o calor começara a abrandar. Como de costume neste horário, quase com uma pontualidade britânica, uma leve brisa trazia o bucólico aroma de café torrado, lembrando que era a hora do chá. Não fosse o crepúsculo se aproximando e anunciando a chegada da escuridão, o tempo pareceria parar naquele momento.

Enquanto a janela do quarto olhava para o terreno atrás da casa, onde algumas árvores se enfileiravam até o rio, sentado no batente ele via a vida vir e voltar por entre os anos. Já nem sabia mais onde estava.

Quando a música que gritava nos pequenos alto-falantes do aparelho de som silenciou, ele se lembrou que os dias tranqüilos como este estavam para acabar. Uma mistura de medo e ansiedade o dominou. Mas logo ouviu gritos vindos da cozinha o chamando, esqueceu todos esses pensamentos incômodos e foi correndo tomar o café fresquinho que acabara de ser feito.

Enviada por R.Cisman em 2008-08-24   Comentários (6096)



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